segunda-feira, 27 de maio de 2024
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Guias na Umbanda: Tudo o que você precisa saber!

O que são as guias na umbanda

As guias de umbanda são objetos de extrema importância na prática religiosa da umbanda. Essas guias são utilizadas pelos praticantes como uma espécie de amuleto sagrado, representando a conexão entre o mundo espiritual e o terreno. Elas são usadas como símbolos de proteção, orientação espiritual e identificação dentro do terreiro.

Cada guia é única e possui significados e características diferentes, dependendo dos orixás e entidades espirituais que a pessoa cultua. Elas são usadas não apenas pelos médiuns e filhos de santo, mas também pelos consulentes, simbolizando a sua fé e devoção aos guias e protetores espirituais.

Além de seu valor simbólico, as guias também desempenham um papel prático nas sessões e rituais de umbanda. Elas são utilizadas para estabelecer a conexão entre o médium e o guia espiritual, funcionando como uma espécie de canal energético. Através da guia, o guia espiritual pode transmitir mensagens, orientações e até mesmo realizar curas e trabalhos espirituais.

A importância das guias na prática da umbanda

As guias de umbanda são vistas como um elo que une o plano espiritual com o plano terreno, uma forma de estabelecer uma conexão direta com os guias espirituais. Acredita-se que, através das guias, os médiuns e filhos de santo podem receber energias positivas, proteção espiritual e orientação divina.

Além disso, as guias também têm um papel social dentro da comunidade umbandista. Ao usá-las, os praticantes mostram sua identificação com a religião e demonstram seu respeito e devoção aos guias espirituais. As guias são objetos sagrados e pessoais, que carregam consigo os poderes e as energias de cada indivíduo e sua conexão espiritual.

No entanto, vale ressaltar que as guias não possuem poderes mágicos por si só. Elas funcionam como um instrumento de fé e devoção, e seu verdadeiro poder está na crença e na conexão espiritual que elas representam.

Descrição dos materiais utilizados na confecção das guias

As guias de umbanda podem ser confeccionadas com uma variedade de materiais, cada um com seu significado e simbolismo específico. Os materiais mais comuns utilizados na confecção das guias incluem contas de diferentes cores, pedras, cristais, sementes, metais e tecidos.

As contas são elementos essenciais na composição das guias, representando os diferentes orixás e entidades espirituais. Cada cor de conta possui um significado específico, relacionado às características e energias dos guias que ela representa. As pedras e cristais também são usados para potencializar determinadas energias espirituais e auxiliar na proteção e cura.

As sementes, por sua vez, são consideradas símbolos de fertilidade, crescimento espiritual e conexão com o mundo natural. Elas estão associadas à força dos orixás e à capacidade de transformação e renovação. Os metais, como o cobre e o latão, são utilizados para conferir maior resistência e condução energética às guias.

Por fim, os tecidos são usados para amarrar e unir os diferentes materiais que compõem as guias. Cada tecido possui um significado específico, relacionado aos elementos da natureza, como a terra, o mar e o céu. A escolha do tecido também pode representar a preferência ou ligação de cada pessoa com um determinado orixá ou entidade espiritual.

Os tipos de guias existentes na umbanda

A umbanda é uma religião rica em simbologia e práticas espirituais, e uma das formas comuns de manifestação dos guias espirituais são as guias. As guias são colares ou pulseiras feitos de materiais específicos e utilizados pelos praticantes da umbanda como uma forma de conexão e proteção espiritual.

Guia de proteção

A guia de proteção é utilizado para fortalecer a energia espiritual do praticante e proporcionar uma proteção contra energias negativas e espíritos obsessores. Essas guias são geralmente feitas com materiais como contas de diferentes cores, sementes, ervas e amuletos. Cada material utilizado na confecção da guia possui um significado específico e é escolhido de acordo com a necessidade de proteção do indivíduo.

As guias de proteção podem ser usadas diariamente ou em momentos específicos, como durante rituais e trabalhos espirituais. É importante lembrar que a eficácia das guias de proteção não está apenas no material utilizado, mas também na crença e fé do praticante na sua proteção espiritual.

Guia de trabalho

As guias de trabalho são utilizadas pelos médiuns da umbanda durante as sessões espirituais, quando estão incorporados pelos guias espirituais. Essas guias são confeccionadas de acordo com a entidade que o médium incorpora, seguindo as cores e símbolos específicos de cada guia espiritual.

As guias de trabalho são consideradas instrumentos sagrados e simbolizam a conexão entre o médium e a entidade espiritual. Elas são usadas como um canal de comunicação e transmissão de energia entre o guia espiritual e o ambiente, permitindo que a entidade possa realizar suas atividades espirituais.

Guia de demanda

A guia de demanda é utilizada em momentos específicos onde é necessária a atuação dos guias espirituais para resolver determinadas situações. Essas guias costumam ser confeccionadas com materiais de cores específicas relacionadas ao objetivo desejado, como amor, saúde, prosperidade, entre outros.

As guias de demanda são utilizadas como um recurso para intensificar a energia da demanda e fortalecer o trabalho espiritual realizado pelos guias. Elas também podem ser utilizadas como um lembrete constante das intenções e metas do praticante, servindo como um símbolo de sua dedicação e devoção aos objetivos buscados.

Em suma, as guias na umbanda possuem diferentes propósitos e significados, sendo utilizadas como forma de conexão espiritual, proteção e fortalecimento energético. Cada tipo de guia possui suas características específicas e é importante respeitar e compreender a simbologia por trás de sua confecção e uso.

Como as guias são utilizadas nas sessões de umbanda

As guias desempenham um papel fundamental nas sessões de umbanda, sendo utilizadas pelos médiuns como uma forma de conexão espiritual e proteção. Quando uma pessoa é incorporada por um espírito durante uma sessão, é comum que um guia espiritual ou protetor esteja presente para auxiliá-la. A guia é então colocada no pescoço do médium como uma espécie de amuleto, simbolizando essa ligação sagrada e servindo como um ponto de contato entre o mundo físico e o espiritual.

A colocação das guias nos médiuns é feita de maneira cuidadosa e ritualística. Antes de cada sessão, é feita a preparação das guias, que podem ser confeccionadas com contas de diferentes cores e materiais, como miçangas, sementes, pedras ou metais. O tamanho e o estilo da guia podem variar de acordo com as preferências do médium ou do guia espiritual que o acompanha.

Na hora de colocar a guia no médium, é importante que seja feito com respeito e concentração. O guia espiritual ou um dirigente de terreiro geralmente realiza esse procedimento, segurando a guia com as mãos e passando pelo pescoço do médium. Esse momento é considerado sagrado, já que representa a conexão direta entre o plano material e o espiritual.

Significado simbólico das cores e materiais utilizados nas guias

As guias de umbanda possuem uma variedade de cores e materiais, cada um com um significado simbólico específico. Esses elementos são escolhidos de acordo com os princípios da espiritualidade umbandista e também podem variar de acordo com as linhas de trabalho espiritual seguidas pelo terreiro.

Por exemplo, as guias feitas de contas brancas representam a paz, a pureza e a espiritualidade elevada. Já as guias com contas azuis estão associadas à tranquilidade e à harmonia. As guias com contas vermelhas, por sua vez, estão ligadas à força, à coragem e ao poder. Esses são apenas alguns exemplos, e há uma ampla gama de cores que podem ser encontradas nas guias de umbanda.

Além das cores, os materiais utilizados nas guias também têm significados específicos. Por exemplo, as guias feitas com sementes como o dendê são associadas à força e resistência, enquanto as guias feitas com pedras naturais podem trazer energias específicas, como a ametista para a espiritualidade e a turmalina negra para a proteção.

É importante ressaltar que cada terreiro de umbanda pode ter suas próprias interpretações e significados simbólicos para as cores e materiais utilizados nas guias. Portanto, é sempre interessante buscar a orientação de um líder espiritual ou praticante experiente ao escolher ou interpretar esses elementos sagrados.

Principais cores de guias e entidades:

      • Oxalá (senhor da paz e da criação): Branco.

      • Iemanjá (rainha do mar): Azul claro ou branco.

      • Oxum (senhora da fertilidade e do amor): Amarelo ou azul claro.

      • Ogum (senhor da guerra e da justiça): Vermelho ou verde.

      • Xangô (senhor da justiça): Marrom ou vermelho e branco.

      • Iansã (senhora dos ventos e tempestades): Marrom ou vermelho.

      • Ossaim (senhor das folhas e ervas): Verde escuro.

      • Oxóssi (senhor das matas e da caça): Verde claro ou escuro.

      • Logunedé (caçador e pescador): Azul e verde.

      • Exu (guardião dos caminhos): Preto e vermelho, mas as cores podem variar.

      • Caboclos: Geralmente, as guias para Caboclos podem apresentar uma combinação de cores terrosas, como marrom, verde, e amarelo, representando a ligação com a natureza.

      • Pretos Velhos: As guias para Pretos Velhos são frequentemente compostas por tons de branco, preto e azul, simbolizando a espiritualidade, a pureza e a conexão com o astral.

      • Crianças: As guias para Entidades Infantis, como Erês, podem apresentar cores vibrantes e alegres, como amarelo, rosa, azul claro e branco.

      • Boiadeiros: As guias para Boiadeiros podem conter cores que representem o ambiente rural, como vermelho, branco, preto e marrom.

      • Baianos: As guias para Baianos podem incluir cores associadas à cultura afro-brasileira, como verde, amarelo, branco e azul.

      • Erês ou Ibejis: As guias para Erês frequentemente apresentam cores alegres e vibrantes, como rosa, azul claro, amarelo e branco.

      • Entidades de luz: Guia branca ou cores claras, simbolizando a pureza e a luz espiritual.

    • Pombagiras e Exus: Geralmente, as guias para Pombagiras e Exus podem conter cores mais intensas, como vermelho, preto, rosa, roxo e outras cores vibrantes.

    É fundamental observar que essas são diretrizes gerais, e as cores específicas podem variar conforme a tradição, o terreiro e até mesmo a orientação espiritual individual recebida pelos praticantes. Recomenda-se sempre consultar líderes espirituais e praticantes experientes na tradição específica para obter informações mais detalhadas e precisas sobre as cores das guias.

     

O processo de confecção de uma guia de umbanda

A confecção de uma guia de umbanda é um processo minucioso e cheio de significado. Essas guias são consideradas instrumentos sagrados e são usadas como proteção e conexão espiritual pelos praticantes da religião. Aqui está um passo a passo detalhado de como tradicionalmente se cria uma guia de umbanda.

Escolhendo os materiais

Antes de começar a confecção da guia, é necessário escolher os materiais adequados. Geralmente, são utilizados fios coloridos de seda ou algodão, que simbolizam diferentes energias e entidades espirituais. O praticante pode escolher as cores de acordo com as orientações de sua própria entidade de guia.

Além dos fios coloridos, também serão necessários outros materiais, como uma agulha de costura, uma tesoura, um pedaço de papel ou tecido para o nó central e pingentes ou contas que irão compor a guia.

Montando a guia

O primeiro passo é amarrar os fios coloridos ao nó central do tampuá, que é o nome dado à guia já pronta. Cada cor representa uma energia ou entidade espiritual específica, então é importante seguir a sequência correta. O número de fios também pode variar, mas normalmente são utilizados 7 ou 21 fios.

Ao amarrar os fios, é necessário fazer uma oração ou mentalizar intenções positivas, pedindo a proteção e a energia das entidades. É importante ter concentração e respeito durante todo o processo, pois a guia será um canal de conexão espiritual.

Adicionando os pingentes

Após amarrar os fios, é hora de adicionar os pingentes ou contas na guia. Esses elementos podem representar entidades, símbolos ou proteções específicas. Eles são escolhidos de acordo com a orientação espiritual de cada praticante.

Os pingentes são enfiados nos fios, através de pequenos nós, de forma a ficarem bem fixados. É importante ter cuidado para não danificar o fio ao passar por ele e garantir que todos os elementos estejam bem seguros.

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Instruções sobre como energizar e consagrar a guia

Após finalizar a confecção da guia de Umbanda, é necessário energizá-la e consagrá-la para que ela se torne um instrumento sagrado e receptivo às energias espirituais. Este processo é fundamental na prática umbandista, pois a guia é mais do que um adorno; é um elo simbólico e energético com as forças espirituais.

Passos para energizar e consagrar a guia da Umbanda:

  1. Preparação pessoal: Antes de iniciar o processo, é importante que o praticante esteja em um estado de calma e concentração. Recomenda-se um breve momento de meditação para sintonizar-se com as energias positivas.
  2. Limpeza energética: Passe a guia por uma defumação utilizando ervas sagradas, como alecrim, arruda ou guiné. A fumaça purificadora ajudará a remover energias indesejadas e preparar a guia para receber influências espirituais positivas.
  3. Bênção com água e sal: Faça uma mistura de água e sal grosso, simbolizando purificação e proteção. Pingue algumas gotas sobre a guia, enquanto mentaliza intenções positivas e pede a bênção dos guias espirituais.
  4. Energização solar e lunar: Exponha a guia à luz do sol por algumas horas, visualizando a energia solar impregnando-a com vitalidade. À noite, sob a luz da lua, permita que a guia absorva as energias lunares, associadas à intuição e espiritualidade.
  5. Consagração com orações: Realize uma prece ou oração, invocando a proteção e a orientação dos guias espirituais ligados à Umbanda. Peça que a guia seja abençoada e consagrada para servir como um instrumento de conexão espiritual.
  6. Imantação com a intenção: Segure a guia nas mãos e mentalize a intenção específica para a qual deseja utilizá-la. Pode ser para proteção, orientação espiritual ou fortalecimento da fé. Essa etapa personaliza a guia de acordo com as necessidades do praticante.
  7. Armazenamento adequado: Guarde a guia em um local especial, como um altar dedicado à prática umbandista, ou próximo a objetos sagrados. Isso ajuda a preservar suas energias e mantê-la conectada com as forças espirituais.

Lembre-se de que essas instruções são diretrizes gerais, e a prática pode variar entre diferentes tradições umbandistas. O mais importante é realizar o processo com sinceridade, respeito e devoção, mantendo uma conexão consciente com as energias espirituais presentes na Umbanda.

Cuidados e dicas para manter as guias em bom estado

As guias são objetos sagrados e de grande importância na prática da umbanda. Elas representam conexões espirituais e carregam energias significativas. Para manter suas guias em bom estado, é essencial tomar alguns cuidados e seguir algumas dicas básicas. A seguir, apresento recomendações sobre limpeza e purificação das guias, bem como dicas para evitar danos e desgaste excessivo.

Recomendações sobre a limpeza e purificação das guias

A limpeza e purificação das guias são atividades importantes para manter a energia equilibrada e o vínculo espiritual fortalecido. É recomendado realizar a limpeza das guias regularmente, seja mensalmente ou de acordo com as orientações de seu guia espiritual. Existem diferentes métodos de limpeza, como a defumação com ervas sagradas, banhos de mar ou de cachoeira, ou ainda utilizando a fumaça de incensos específicos.

Antes de realizar qualquer procedimento de limpeza, é importante conversar com seu guia para garantir que você está seguindo os rituais corretos e respeitando as tradições da umbanda. Além disso, é recomendado que a limpeza seja feita de forma cuidadosa, utilizando materiais adequados, como pano macio e água morna para limpezas delicadas, e evitando o uso de produtos químicos que possam danificar as guias.

Dicas para evitar danos e desgaste excessivo

Para evitar danos e desgaste excessivo nas guias, é fundamental adotar algumas medidas de precaução. Uma dica importante é evitar expor as guias diretamente ao sol, já que a exposição prolongada aos raios solares pode danificar os materiais e desbotar as cores. Além disso, é recomendado guardá-las em locais adequados, como caixas ou saquinhos de tecido, protegendo-as da umidade, poeira e contato com outros objetos que possam causar atrito.

Outra dica útil é evitar o uso das guias durante atividades que possam danificá-las, como trabalhos manuais, esportes ou até mesmo ao tomar banho. Caso seja necessário retirar as guias por algum motivo, é importante fazer isso com cuidado, desatando os nós e evitando puxar ou forçar demais os materiais. Além disso, é recomendado fazer revisões regulares nas guias, verificando se há necessidade de reparos ou trocas de partes danificadas.

Ao seguir essas recomendações e dicas, você estará contribuindo para a preservação das suas guias e para a manutenção das energias positivas e sagradas que elas representam. Lembre-se sempre de respeitar as tradições da umbanda e buscar orientação dos guias espirituais para realizar os cuidados necessários.

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Perguntas mais Frequentes

Qual é o papel das velas na Umbanda?

As velas na Umbanda têm o papel de representar a luz espiritual, auxiliar na concentração e criar uma atmosfera propícia para as práticas religiosas.

Existem cores específicas de velas associadas a entidades na Umbanda?

Sim, as cores das velas podem ser escolhidas de acordo com a entidade ou Orixá a ser homenageado. Cada cor possui uma simbologia e uma vibração energética específica.

Como as velas são usadas durante os rituais umbandistas?

As velas são acesas como oferendas e para criar uma conexão simbólica com as entidades espirituais. Elas também podem ser usadas para marcar pontos de energia e intenções durante os rituais.

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Livia Serra de Luz
Livia Serra de Luz
Lívia Serra de Luz é uma dedicada estudiosa e praticante da Umbanda, compartilhando essa paixão com seu marido, João Carvalho de Luz, há mais de 15 anos. Nascida na vibrante Salvador, Bahia, Lívia foi envolvida desde cedo pelos ricos elementos culturais e espirituais que permeiam a cidade, berço da Umbanda. Seu interesse pelas raízes espirituais do Brasil se entrelaça com o amor pela natureza e pelas tradições orais que ecoam a sabedoria ancestral.
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