segunda-feira, 27 de maio de 2024
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As Cores das Velas na Umbanda – Simbolismo e Mensagens

Na prática da Umbanda, as velas desempenham um papel significativo, sendo símbolos poderosos que permeiam diversos aspectos dos rituais. Cada cor de vela associada a um Orixá ou Entidade carrega uma simbologia única, embora seja essencial destacar que as variações podem depender das tradições específicas de cada local.

A Profundidade Simbólica da Vela na Umbanda

A presença marcante das velas na Umbanda revela-se em vários momentos dos rituais sagrados, desde Gongares até oferendas, pontos riscados, firmamentos, assentamentos e invocações dos anjos de guarda. Ao abrir uma vela, o praticante da Umbanda muitas vezes desconhece que está abrindo uma porta interdimensional em sua mente, ele nem imagina que está desencadeando uma conexão profunda com seus poderes mentais.

A vela opera como um código mental, ativando a fogueira interior de cada indivíduo por meio dos estímulos visuais fornecidos pela chama. Estas coisas despertam lembranças ancestrais, conectando os praticantes a um passado distante, onde decisões cruciais foram tomadas ao redor do fogo pelos seus antepassados.

Concentração e Respeito ao Acender uma Vela

O ato de acender velas é muitas vezes um ritual automático e mecânico pelos praticantes da Umbanda, mas não deveria ser, essa prática na Umbanda exige concentração e respeito. A energia emanada pela mente do meio é uma energia do fogo, vibrando no espaço cósmico para atender à razão específica dessa vela acesa.

A Dualidade do Fogo na Vela e sua Relação com a Vida e Morte

Na incrível sinfonia espiritual da Umbanda, as velas desempenham um papel mágico, carregado de calor e emoção. É como se cada chama fosse um elo vivo entre a vida e a morte, incitando em nossos corações esperança, fé e amor. Ao acender uma vela, não estamos apenas realizando um gesto mecânico; estamos, na verdade, nos transformando em magos, conectando-nos com nosso mundo interior, repleto de forças mentais ansiosas para realizar os propósitos iniciais.

A chama da vela, por mais simples que pareça, é um fogo que transcende a física. É um portal para o inconsciente, uma ponte entre o palpável e o espiritual. Ao envolvermos nossos interesses na magia das velas, lançamos uma corrente de energias benéficas no cosmos, influenciando positivamente os destinos entrelaçados da vida e da espiritualidade. Cada chama é um elo entre o que conhecemos e o que está além do alcance dos nossos olhos.

Contudo, assim como a chama pode aquecer os corações, ela também pode queimar nas sombras da intenção maléfica. Os feiticeiros e bruxos, que ousam despertar as forças internas com propósitos sombrios, assumem compromissos cármicos sombrios. Acender velas em formas sinistras, como sapos, diabos ou caveiras, é como lançar uma promessa macabra aos senhores do destino. Cada pensamento, palavra e ação reverberam na memória do infinito, uma justiça divina que não deixa ninguém impune.

Há uma verdade poderosa na dualidade do fogo. Assim como a vida gera calor, a morte traz o frio. Ao acender uma vela, estamos imbuídos de uma responsabilidade cósmica, pois as energias psíquicas fluem em direção ao espaço infinito. A quantidade de velas pode ser vista como uma expressão da intensidade da intenção, mas é na mente do praticante que a verdadeira alquimia acontece. Não há favores a serem comprados com entidades celestiais, pois, no mundo espiritual, são os sentimentos que ressoam primeiro, independentemente do número de velas acesas.

Em meio a esse universo místico, é impossível não ser tocado pela máxima de Jesus sobre a reconciliação antes das oferendas. A energia das velas, por mais ardente que seja, é enriquecida quando emana de sentimentos reconciliados e puros. Ao acender velas para almas, anjos, pretos velhos, caboclos ou Orixás, convém compreender que a vela é mais do que uma simples oferta; ela é uma extensão da energia mental, uma sintonia entre o visível e o invisível.

Assim, ao acender uma vela na tradição vibrante da Umbanda, não estamos apenas lançando luz ao nosso redor, mas também nos imbuindo de uma energia que transcende a mera chama. É uma dança entre calor e emoção, uma jornada vibrante entre o terreno e o espiritual, onde cada vela acesa é um testemunho de nossa conexão com o divino.

Especificações do Núcleo das Velas na Umbanda

A seleção da cor da vela é crucial na Umbanda. Diversos Orixás e Entidades têm núcleos específicos associados a eles. A atenção à cor adequada é vital para canalizar corretamente as energias.Cores de Velas na Umbanda - Raízes da Umbanda

Cores de Velas na Umbanda – Raízes da Umbanda

Jamais perca de vista que as velas representam uma extensão da vontade e dos pensamentos daquelas que as acenderam. Assim, é crucial iniciar o processo limpando os pensamentos e elevando a vontade em prol do bem e de causas justas, garantindo, dessa maneira, resultados positivos em seus pedidos e ofertas ao lançar uma vela.

A luz da vela, inicialmente, ilumina quem a acende. Isso ressalta a ideia de que aqueles que praticam o bem para os outros serão os primeiros a receber iluminação. Essa reflexão destaca a interconexão entre a ação positiva e a luminosidade que irradia não apenas para quem realiza a ação, mas também para o ambiente ao seu redor.

Mensagens das Velas: Interpretações Sutis

Além da escolha da cor, as mensagens transmitidas pelas velas adicionam uma camada de interpretação sutil. A chamada da vela pode indicar dificuldades de conexão, presença de entidades benevolentes, alertas sobre mudanças nos pedidos, disposições para facilitar a ligação entre o praticante e a entidade, entre outras. Veja no quadro abaixo as interpretações:

Mensagens das Velas - Raízes da Umbanda
Mensagens das Velas – Raízes da Umbanda

Conclusão – A Vela na Umbanda como Extensão da Vontade

É crucial compreender que as velas na Umbanda são uma extensão da vontade e dos pensamentos daqueles que as acendem. Limpar os pensamentos e elevar a vontade para o bem são passos fundamentais para resultados positivos ao acender uma vela. Assim como a vela ilumina primeiro quem a acender, aqueles que praticam o bem para os outros são os primeiros a serem iluminados em sua jornada espiritual.

Perguntas mais Frequentes

Qual é a importância dos rituais na Umbanda?

Os rituais na Umbanda têm o propósito de estabelecer conexões espirituais, fortalecer a fé dos praticantes e proporcionar um ambiente propício para a atuação das entidades espirituais.

Como são escolhidos os Orixás de devoção na Umbanda?

A escolha dos Orixás de devoção na Umbanda muitas vezes ocorre de acordo com afinidades espirituais, experiências vividas e orientações dos líderes espirituais do terreiro.

Existe alguma oração específica na Umbanda?

Sim, uma oração comum é o Pai Nosso, mas existem também diversas preces direcionadas a Orixás e entidades, variando de acordo com as práticas e tradições locais.

 

 
 
 
 
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João Carvalho de Luz
João Carvalho de Luz
João Carvalho de Luz é um apaixonado estudioso e praticante da Umbanda há mais de 20 anos. Nascido e criado no coração do Rio de Janeiro, João cresceu imerso na rica tapeçaria cultural brasileira, desenvolvendo desde cedo um profundo interesse pelas tradições espirituais do país. Formado em antropologia com ênfase em religiões afro-brasileiras, ele dedica sua vida ao estudo e à prática da Umbanda, buscando sempre aprofundar seu conhecimento e compreensão.
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